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Projeto

Fundação Banco do Brasil - Fundo Amazônia

Fundação Banco do Brasil (FBB)

Código do projeto: 3625567
Site oficial do projeto
Valor Total do Projeto
R$ 14.515.520,43
Valor do apoio do Fundo Amazônia
R$ 14.515.520,43
Concluído

Apresentação

Objetivos

Apoiar projetos que viabilizem o desenvolvimento de atividades produtivas alinhadas à promoção da conservação e do uso sustentável do bioma Amazônia

Beneficiários

Comunidades tradicionais da Amazônia (grupos indígenas, vilas remanescentes de antigos quilombos, seringueiros e populações ribeirinhas que vivem da pesca e da agricultura de subsistência etc.); agricultores familiares; trabalhadores rurais integrados a projetos de assentamento; população de baixa renda ou em situação de risco de exclusão social na região do bioma Amazônia; e empreendimentos coletivos e/ou de economia solidária; instituições de direito privado sem fins lucrativos, entidades da administração pública direta e indireta municipal, estadual e federal e fundações de apoio à pesquisa

Abrangência territorial

Bioma Amazônia

Descrição

CONTEXTUALIZAÇÃO

O projeto foi desenvolvido para enfrentar os desafios socioeconômicos e ambientais que afetam comunidades agroextrativistas, agricultores familiares, assentados e povos indígenas da Amazônia Legal, região reconhecida por sua alta biodiversidade e importância para o equilíbrio ambiental global. Essas populações vivem de atividades produtivas diretamente vinculadas à conservação dos recursos naturais, mas enfrentam limitações estruturais, como dificuldade de acesso à infraestrutura, logística precária e poucas oportunidades de comercialização, fatores que prejudicam a viabilidade econômica da produção sustentável e elevam a pressão sobre a floresta.

Diante desse cenário, o projeto buscou estruturar cadeias produtivas sustentáveis por meio de investimentos em infraestrutura produtiva, logística, capacitação técnica e fortalecimento da comercialização. O diagnóstico inicial evidenciou a necessidade de fortalecer a produção sustentável das comunidades, ampliando o beneficiamento local de produtos da sociobiodiversidade e o acesso a mercados estruturados. Para isso, foram incorporadas tecnologias sociais adaptadas à realidade amazônica, como PAIS (Produção Agroecológica Integrada e Sustentável), Comércio Ribeirinho Solidário, Sistemas Agroflorestais e Unidades de Referência, que promoveram diversificação da produção, recuperação de áreas degradadas e maior eficiência produtiva.

A formulação do projeto alinhou-se às diretrizes do Fundo Amazônia e a políticas públicas de desenvolvimento sustentável, articulando parcerias com instituições como o Ministério do Meio Ambiente e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), especialmente por meio das ações do Programa Ecoforte, destinadas ao fortalecimento de empreendimentos comunitários em Unidades de Conservação (UCs). Com essa abordagem integrada, a iniciativa promoveu alternativas econômicas viáveis para as comunidades atendidas, conciliando geração de renda com conservação ambiental, valorização das práticas produtivas sustentáveis e ampliação das oportunidades de inclusão socioeconômica.

O PROJETO

O projeto foi concebido para estruturar cadeias produtivas sustentáveis como resposta aos desafios enfrentados por comunidades agroextrativistas, agricultores familiares, assentados e povos indígenas da Amazônia Legal. Buscou reduzir a vulnerabilidade econômica dessas populações ao integrar investimentos em infraestrutura produtiva, capacitação técnica e organização da comercialização. Dessa forma, o projeto conectou práticas produtivas sustentáveis ao manejo responsável dos recursos naturais, ampliando o acesso a mercados estruturados e diminuindo a pressão sobre áreas de floresta nativa.

Durante sua execução, o projeto apoiou redes de agroecologia e empreendimentos econômicos coletivos em unidades de conservação federais de uso sustentável por meio do Programa de Fortalecimento e Ampliação das Redes de Agroecologia, Extrativismo e Produção Orgânica – ECOFORTE, implantou e modernizou agroindústrias comunitárias que permitiram processar localmente produtos como castanha-do-brasil, açaí, cacau nativo, óleos vegetais e pescado manejado, aumentando o valor agregado. Também reaplicou tecnologias sociais adaptadas às realidades amazônicas, como PAIS, Comércio Ribeirinho Solidário, Sistemas Agroflorestais e Unidades de Referência, o que favoreceu a diversificação produtiva, a recuperação de áreas degradadas e a melhoria das práticas de manejo. Essas ações ampliaram a autonomia produtiva das comunidades e fortaleceram a eficiência dos sistemas sustentáveis.

Como resultado, o projeto fortaleceu cadeias produtivas agroextrativistas, ampliou a inserção dos produtos comunitários em mercados institucionais e consolidou alternativas econômicas de longo prazo baseadas na sociobiodiversidade. Suas ações contribuíram para reduzir o desmatamento ao oferecer opções de renda que valorizavam a floresta em pé. Ao promover produção sustentável, qualificação e acesso a mercados, o projeto gerou impactos positivos tanto na conservação ambiental quanto na qualidade de vida das populações tradicionais beneficiadas.

LÓGICA DE INTERVENÇÃO

O projeto se inseriu na componente "Produção Sustentável" (1) do Quadro Lógico do Fundo Amazônia.

Clique na imagem abaixo para visualizar sua árvore de objetivos, ou seja, como se encadeiam os produtos e serviços do projeto com os objetivos específicos e os seus objetivos gerais.
quadrologico



Evolução

Data da aprovação 15.05.2012
Data da contratação 18.06.2012
Data da conclusão 19.12.2025
*Prazo de utilização 18.06.2020
*Prazo para recebimento de desembolsos
aprovação
15.05.2012
contratação
18.06.2012
conclusão
19.12.2025

Desembolsos

ano valor
1º desembolso 15.02.2013 R$ 4.237.534,45
2º desembolso 25.04.2013 R$ 1.881.051,10
3º desembolso 26.12.2013 R$ 568.400,00
4º desembolso 27.03.2014 R$ 1.479.713,90
5º desembolso 26.12.2014 R$ 1.354.747,35
6º desembolso 26.01.2015 R$ 1.378.627,19
7º desembolso 12.02.2015 R$ 753.318,98
8º desembolso 28.10.2015 R$ 2.862.127,46
Valor total desembolsado R$ 14.515.520,43

Valor total desembolsado em relação ao valor do apoio do Fundo Amazônia

100%

ATIVIDADES REALIZADAS

  1. Execução dos subprojetos e beneficiamento das comunidades: Foram executados 32 subprojetos que beneficiaram diretamente milhares de famílias amazônicas, incluindo agricultores familiares, extrativistas, indígenas e mulheres. As iniciativas contemplaram assistência técnica, ampliação produtiva, modernização de estruturas locais e fortalecimento organizacional das comunidades. Essas ações resultaram em melhorias produtivas, adoção de técnicas sustentáveis e ampliação da renda local.
  2. Capacitações técnicas e formação de produtores: O projeto promoveu capacitações em práticas de produção, gestão, beneficiamento e comercialização. Ao todo, quase dois mil indivíduos foram capacitados, incluindo um número expressivo de mulheres, o que contribuiu para ampliar a eficiência produtiva e a autonomia das organizações comunitárias. O conhecimento adquirido foi aplicado em campo por grande parte dos participantes.
  3. Instalação e modernização de infraestruturas produtivas: Diversas agroindústrias, unidades produtivas e viveiros de mudas foram implantados ou ampliados, ao todo, 80 viveiros foram estruturados, superando amplamente a meta inicial. Também foram instaladas estruturas de armazenamento, permitindo melhor planejamento da comercialização e redução das perdas ao longo do ano.
  4. Reaplicação de tecnologias sociais: Várias tecnologias sociais foram introduzidas ou fortalecidas, como o PAIS, Sistemas Agroflorestais, Comércio Ribeirinho Solidário e Unidades de Referência. Essas tecnologias promoveram diversificação da produção, recuperação de áreas degradadas e aumento da oferta de alimentos.
  5. Fortalecimento da comercialização sustentável: os subprojetos ampliaram o acesso das comunidades a mercados estruturados, feiras agroecológicas, redes de economia solidária e mercados institucionais. Com isso, os produtos da sociobiodiversidade passaram a circular com maior valor agregado e maior previsibilidade comercial, fortalecendo economicamente as famílias.
  6. Ações de recuperação ambiental: foram implementadas atividades de reflorestamento de áreas degradadas, fortalecimento de viveiros, distribuição de mudas nativas e incentivo à adoção de práticas de manejo sustentável. Essas ações contribuíram diretamente para conservação ambiental, recuperação de ecossistemas e segurança alimentar das comunidades.

Avaliação Final

INDICADORES DE EFICÁCIA E EFETIVIDADE

As atividades do projeto contribuíram para os resultados relacionados à componente "Produção Sustentável" (1) do Quadro Lógico do Fundo Amazônia.

Os principais indicadores pactuados para o monitoramento destes objetivos foram:

Indicadores de Eficácia

Indicador

Meta

Resultado

Número de subprojetos executados

32

32

Nº de indivíduos beneficiados

9.478

8.586

Nº de mulheres beneficiadas

2.828

2.625

Nº de indígenas beneficiados

3.727

3.122

Nº de viveiros implantados/ampliados

36

80

Receita atividades sustentáveis

R$ 21.453.346,33

R$ 18.964.200,04

Imóveis com assistência técnica

1.377

1.046

Indivíduos capacitados

1.923

1.979

Mulheres capacitadas

617

749

Capacitados aplicando conhecimentos

1.923

1.861

Organizações fortalecidas

91

104


Indicadores de Efetividade

Indicador

Meta

Resultado

Subprojetos apoiados

32

32

Indivíduos beneficiados

9.478

8.586

Mulheres beneficiadas

2.828

2.625

Indígenas beneficiados

3.727

3.122

Indígenas mulheres beneficiadas

1.341

1.113

Assentados beneficiados

356

889

Assentadas beneficiadas

49

368

Indivíduos em coordenação

33

190

Mulheres em coordenação

10

63

Indígenas em coordenação

10

8

Publicações produzidas

3

0

Receita sustentável total

R$ 21.453.346,33

R$ 18.964.200,04

Receita mercado institucional

R$ 5.594.749,75

R$ 4.233.198,88

Produção in natura

358.331,82

392.690,91

Produto beneficiado

56.746,07

54.857,60

Imóveis com produção sustentável

957

678

Planos de manejo elaborados

6

5

Viveiros implantados/ampliados

36

80

Unidades de beneficiamento

47

54

Imóveis com assistência técnica

1.377

1.046

Área de floresta manejada

2.894.879,85

3.816.169,59

Organizações fortalecidas

91

104

Indivíduos capacitados

1.918

1.979

Mulheres capacitadas

617

749

Capacitados aplicando conhecimentos

1.923

1.861

Participantes eventos

2.929

7.076

Eventos realizados

71

150

Área reflorestada

100

60

Área recuperada p/ uso econômico

115

80

O projeto apresentou um desempenho expressivo em diversos indicadores, superando importantes metas pactuadas. Entre os resultados acima do esperado, destacam‑se o fortalecimento das organizações comunitárias, a implantação e ampliação de viveiros de mudas e o número de indivíduos capacitados, com destaque para a participação feminina em atividades de coordenação, que ultrapassou significativamente o planejado. Além disso, houve superação nas metas relacionadas ao volume de produção in natura, ao número de eventos de sensibilização e ao total de participantes engajados, demonstrando forte mobilização comunitária e eficiência nas ações de formação e estruturação produtiva. Esses resultados reforçam o impacto positivo do projeto na dinamização das cadeias produtivas sustentáveis e na ampliação das capacidades locais.

Por outro lado, alguns indicadores ficaram abaixo das metas previstas, revelando desafios enfrentados ao longo da execução. O número total de beneficiários diretos, incluindo mulheres e povos indígenas, não atingiu as metas definidas, influenciado por fatores como dificuldades de mobilização em áreas remotas, deslocamentos populacionais e eventos climáticos extremos. Indicadores produtivos e ambientais, como o total de imóveis rurais beneficiados, a implantação de sistemas produtivos sustentáveis, os planos de manejo e as áreas reflorestadas ou recuperadas, também apresentaram resultados inferiores, devido a limitações logísticas, entraves ao licenciamento e condições climáticas adversas. No campo econômico, a receita gerada pelas atividades sustentáveis, especialmente no mercado institucional, ficou abaixo da meta, reflexo de desafios estruturais na comercialização e de oscilação na demanda. Por fim, a produção de publicações técnicas não foi realizada, já que os esforços foram concentrados na execução dos subprojetos.

Em síntese, os indicadores revelam que, apesar de algumas metas não terem sido atingidas, o projeto apresentou avanços robustos em áreas estratégicas como capacitação, infraestrutura produtiva, engajamento comunitário e fortalecimento institucional. Os desafios identificados também oferecem aprendizados importantes para o aprimoramento de futuras iniciativas voltadas ao desenvolvimento sustentável na Amazônia.

ASPECTOS INSTITUCIONAIS E ADMINISTRATIVOS

A execução do projeto foi sustentada por uma ampla rede de parcerias institucionais, reunindo órgãos governamentais, instituições de pesquisa, organizações comunitárias e entidades de cooperação internacional. Entre os principais parceiros estavam: Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (CEPLAC); Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS); Companhia Nacional de Abastecimento (Conab); Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa); Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai); Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio); Instituto Federal do Amazonas (IFAM); Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra); Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA); Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA); Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae); Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), universidades e outras instituições que contribuíram com análises técnicas, pareceres de viabilidade e apoio direto à elaboração e implementação dos subprojetos.

A FBB e o Fundo Amazônia tiveram papel central no financiamento e na estruturação dos negócios comunitários sustentáveis, reforçando o suporte institucional necessário para a execução das atividades.

No âmbito administrativo, ocorreram mudanças significativas na estrutura organizacional da FBB ao longo do período, direcionadas ao aumento da eficiência operacional, aperfeiçoamento de processos e alinhamento às melhores práticas de governança. A FBB priorizou projetos vinculados a vetores estratégicos, modernizando procedimentos, fortalecendo mecanismos de seleção pública e aprimorando a comunicação e relacionamento com parceiros. Houve também revisões no regimento interno, criação de políticas institucionais e reforço das estruturas de controle interno, garantindo maior transparência e profissionalização da gestão.

A FBB vem ampliando seus esforços para aperfeiçoar a governança institucional, fortalecer parcerias estratégicas e diversificar as fontes de recursos. Esse movimento inclui a atualização de marcos internos, o aprimoramento de políticas de integridade e a adoção de práticas alinhadas às melhores referências de gestão. Com uma estratégia orientada para resultados e para a geração de valor social, a instituição estruturou suas ações em eixos que consideram sociedade, impacto, processos e desenvolvimento de pessoas. Ao longo desse processo, também passou a contar com uma organização interna mais especializada, com equipes dedicadas à avaliação da efetividade de programas e projetos. Essas evoluções consolidaram a base administrativa necessária para apoiar de forma mais robusta iniciativas financiadas por diferentes mecanismos, incluindo o Fundo Amazônia.

RISCOS E LIÇÕES APRENDIDAS

Segundo a FBB, o projeto teve um impacto significativo na estruturação de cadeias produtivas sustentáveis, apesar dos desafios enfrentados ao longo de sua execução. A beneficiária relata que atrasos na obtenção do licenciamento ambiental e dificuldades administrativas das organizações comunitárias para atender aos pré-requisitos dos editais foram obstáculos que exigiram estratégias adaptativas e parcerias institucionais para sua superação.

Entre as principais lições aprendidas, continua a FBB, destaca-se a necessidade de maior suporte técnico para elaboração de propostas e a simplificação dos processos de acesso aos financiamentos, em sua maior parte operacionalizado por meio do lançamento de chamadas públicas, cujo rito de seleção é complexo, moroso e tem se revelado excludente. A escassez de infraestrutura digital e capacitação técnica impactou a adesão das comunidades, exigindo investimentos em oficinas presenciais e consultorias especializadas para ampliar o acesso das organizações aos editais.

A FBB também destaca que a rigidez orçamentária foi uma dificuldade adicional, tendo em vista a elevação de preços a partir de 2015, com crescente descompasso em relação ao custo previsto dos projetos. Como essa rigidez refere-se ao valor total dos subprojetos, sendo flexível a possibilidade de remanejamentos entre rubricas, sugere-se uma modelagem financeira flexível, permitindo ajustes orçamentários antes da execução. As ações bem-sucedidas incluem a implementação de um Sistema de Gerenciamento de Projetos (SGP) pela FBB, que aprimorou o acompanhamento dos convênios e garantiu maior eficiência na gestão dos recursos. A capacitação dos gestores das cooperativas e associações comunitárias foi fundamental para fortalecer a governança das organizações beneficiadas.

O apoio técnico do MMA, ICMBio e Ibama agilizou a obtenção do licenciamento ambiental, reduzindo os impactos administrativos iniciais e permitindo a regularização de pendências cadastrais que dificultavam a formalização dos convênios. A continuidade dos impactos positivos, para além dos resultados do projeto, depende também de estratégias para lidar com eventos climáticos adversos, acesso a crédito para capital de giro e a sucessão geracional nas cadeias produtivas. A evasão de parte do público participante, em função de deslocamentos forçados por fatores externos, como a cheia histórica em Rondônia e o remanejamento de famílias afetadas pela Usina de Santo Antônio, demonstra a importância de planejamento territorial e políticas públicas que garantam maior segurança para as comunidades amazônicas. Para perpetuar os avanços alcançados, será essencial fortalecer estratégias de comercialização, ampliação do acesso a financiamentos híbridos e engajamento das novas gerações, garantindo que os negócios comunitários se mantenham relevantes e sustentáveis a longo prazo.

SUSTENTABILIDADE DOS RESULTADOS

A sustentabilidade das iniciativas é essencial para garantir que os benefícios alcançados perdurem ao longo do tempo. No contexto do projeto, a preservação ambiental foi consolidada nas regiões atingidas pelos subprojetos na medida em que a replicação e o desenvolvimento de tecnologias sociais tiveram como fio condutor a conservação dos recursos hídricos. As ações incluíram a regularização ambiental das propriedades, com a recuperação das matas ciliares, e o fomento de cadeias produtivas sustentáveis, como piscicultura, meliponicultura e horticultura. Os resultados positivos obtidos, fruto de investimentos, mobilização e capacitações técnicas, têm o potencial de continuar contribuindo para a regularização ambiental e a ampliação da renda dos produtores locais. Além disso, esses resultados podem servir como um efeito demonstrativo, incentivando mais produtores a se engajarem nessa agenda de sustentabilidade.

Além disso, a FBB aponta a necessidade de articulações e parcerias institucionais para aumentar as chances de sucesso e garantir a sustentabilidade dos resultados alcançados. Neste quesito, destaca que é fundamental que as capacitações e assistências técnicas continuem de forma perene, o que requer um compromisso contínuo dos entes públicos das várias esferas com essa política pública e a busca por novas fontes de financiamento. A continuidade dessas ações é crucial para manter o engajamento dos produtores e assegurar que as práticas sustentáveis se tornem parte integrante da economia local. Em suma, a sustentabilidade das iniciativas depende de uma combinação de fatores, incluindo a preservação ambiental, o apoio contínuo às cadeias produtivas sustentáveis, e o engajamento institucional. Com articulações e arranjos institucionais bem-sucedidos, os resultados positivos podem ser mantidos e ampliados, fortalecendo a economia sustentável na região.